quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Café de Maio

E foi naquele momento em que suas grandes e tão criativas mãos repousavam sobre o meu rosto, fazendo os dedos dançarem sobre a minha bochecha, eu fechei os olhos para sentir melhor a textura da pele da palma da mão dele. Era tudo tão lindo, a gente ali, naquela 1:00 da manhã, deitados no colchão no chão da sala, com a janela aberta. O vento que vinha era tão fresco e úmido, acariciava a minha coxa e minhas costas.

O aroma da respiração dele era tão agradável e tão encaixante, meu coração não batia, se derramava, se derretia por dentro de mim. Como eu te desejava!

Ah! Eu me lembro da noite passada, aqueles poucos segundos foram tão eternos e ao mesmo tempo... Tão poucos...

Ali eu soube que eu te quero, te quero, te quero. Naquele instante, eternamente, naquele momento. Porque é de momentos assim que eu gosto, era de um momento assim que eu precisava, momento com cheiro de café da tarde feito no mês de maio.


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