domingo, 28 de novembro de 2010

Não era pra ser assim...

Capítulo 03: Amassando o pão, sentimentos amassados

Gustavo abaixou a cabeça sentindo vir o sentimento de ansiedade, pegou o maço e acendeu um cigarro.
Enquanto isso, dona Glória batia a massa de pão caseiro na cozinha, quando chamou Gustavo para ajudar.
- Guzito, me ajuda a amaciar a massa do pão...
Gustavo, entre uma tragada e outra, tentava esvaziar a mente, e então ouviu dona Glória chamar.
- Ok, mãe.
- Humpf, você e esse cigarro... Quantas vezes vou ter que falar...
- Tá, tá... Seu sermão já tá aqui na minha cabeça e até agora não mudou nada na minha vida.
Dona Glória só olhou com um olhar repreensivo e não falou nada.
Então Gustavo começou a amacetar a massa, franzindo a testa com a força que colocava na massa do pão.
- Guzito, lembra de como a Scarllet amava quando eu fazia esse pão recheado?
Gustavo parou por um momento, perdendo a expressão de força e respondeu sem tanto entusiasmo:
- Lembro...
- Você não teve mais notícias del...? (dela)
- EU NÃO QUERO FALAR SOBRE ISSO, MÃE. - Gustavo falou num tom um pouco mais alto.
Dona Glória gostava muito de Scarllet.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Não era pra ser assim...

Capítulo 02: O torpedo

Ao ver o nome de Scarllet na tela do celular, Gustavo sentiu-se invadido por um sentimento de confusão, era como se um mar de águas bem geladas o tivesse invadido por dentro, não conseguia pensar. De repente Gustavo levou um susto, sentiu um tapa no ombro dele, era seu amigo, Carlos, que passou correndo falando com ele...
- Ô Guto, quer tomar banho, vai no chuveiro, maluco...
Gustavo deu uma risada de leve, olhou de novo pra tela do celular enquanto entrava. Foi direto para seu quarto, sentou na cama e apertou o botão para ler a mensagem:

"Me encontre na Café Arte às 16:30."

Gustavo ficou atônito, pensativo. Por um longo período de tempo se manteve em silêncio, parado, olhando para o nada...
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"Sou leitora dos meus próprios pensamentos."





domingo, 21 de novembro de 2010

Não era pra ser assim...

Capítulo 01: O celular

Gustavo saiu pra comprar um cigarro. O dia estava nublado, mas calmo. Gustavo andava observando o movimento na avenida quando chegou à padaria.
- Oi, seu Pablo, me vê um maço de marlboro...
- E aí Guto, como está a Dona Glória?
- Tá bem, seu Pablo, andou com umas dores na perna esses dias, trabalha muito né, mas tá bem.
- Tá certo, mais tarde eu mando uns sonhos pra ela, sempre sobra.
- Ah, tá... Obrigado. Tchau.
- Saindo da padaria, a chuva começou a cair e Gustavo correu em direção à sua casa, chegando ao portão seu celular toca... Era um torpedo de Scarllet.
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sábado, 20 de novembro de 2010

História sem título...

Pauline acordou assustada quando então ouviu um barulho no portão e olhou pela janela. Era o carteiro que veio entregar uma carta. Pauline então desceu para pegar a carta.
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(continuem nos comentários)

domingo, 14 de novembro de 2010

My Girl

Infância nostálgica...

Ontem, como um presente recebido de Deus na madrugada, assiti 'Meu Primeiro Amor' no Intercine, e quer saber de uma coisa? Eu nunca assisti aquele filme da maneira como eu assisti ontem à noite, os meus olhos estavam diferentes da época em que ele sempre passava na Sessão da Tarde!

Foi lindo! Foi mais especial que as outras trilhões de vezes que eu já assiti ao longo dos anos. Tive a sensação de ter Santo André dentro do pequeno espaço do meu quarto. Voltei lá atrás...

Foi lindo, foi especial! O filme foi mais lindo do que nunca!


sábado, 13 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Aqui, esta é você!

Quando eu escrevo aqui no meu blog, é como se eu me visse de frente. Você não vê a si mesmo de frente, só as outras pessoas, você só se vê no espelho. Mas quando eu escrevo aqui no blog e leio o que escrevi é como se eu pegasse e mostrasse assim pra mim: Aqui, esta é você!

Eu olho e penso comigo: Caramba, sou eu mesma? Parece que eu não me conheço mesmo, talvez seja falta de atenção comigo mesma, e aqui é o lugar que mais facilita olhar para mim mesma.

Às vezes eu acho interessante, às vezes eu tenho uma surpresa, às vezes não é agradável e às vezes não é nada de diferente do que eu já sei sobre mim.

Mas é isso, eu acredito que você passa a vida inteira se descobrindo, e isso é muito importante, ninguém conhece a si mesmo 100%. E eu descobri que algumas coisas eu quero mudar em mim, outras eu quero conservar e outras cultivar e aperfeiçoar!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Saudade

E foi assim, ouvindo 'November Rain' com a chuva caindo lá fora que eu me lembrava, lembrava de você brincando com meus cabelos enquanto rolávamos na cama um do lado do outro. Você enroscava os dedos nos meus cachos e dava risada, lembra? Enquanto essa cena vem na minha cabeça eu rolo junto, na mesma cama em que você me confessou alguns dos seus segredos e me amou...

E aquela história? Aquela história que você me contou de quando você era criança? Lembro de você me contando com um sorriso com cara de quem tinha uma surpresa a cada coisa que falava e descobria... Seus olhos brilhavam...

Lembra que você odiava a minha mania de ficar por horas com o mesmo chiclete na boca, sem gosto e sem graça? Eu parei! E de vez em quando eu faço isso só pra lembrar desses tempos... Inesquecíveis!

Eu lembro de tudo isso, lembro do cheiro de hortelã do seu cabelo, e do cheiro de amaciante barato da sua camiseta. Lembro dos seu planos, seu sonhos... Aliás, você encontrou aquele livro que você tanto queria, aquele que você não encontrava em nenhum sebo? Lembro do valor que ele tinha pra você, era o mais importante, poderia morrer sem realizar nada, mas tinha que encontrar aquele livro.

Eu sinto saudade de ver você contando a sua coleção de notas antigas... Contava como se fosse dinheiro atual, que tem valor de moeda corrente. Você tinha tanto zelo por elas, e eu, estranhamente, amava vê-lo fazendo aquilo.

Eu só não gostava quando você passava o dia afinando o seu violão... Eu gostava de ver você tocar sentado na janela, sempre que caía aquela chuva calma, como a que está caindo agora, mas quando você afinava seu violão, o dia parecia tedioso!

É... As nossas vidas tomaram rumos diferentes, mas o que ficou, ficou pra sempre. Espero que você esteja feliz onde você estiver.

PS.: Lembra do meu cachorro, Spartus? Ele morreu.



Música: November Rain do Guns N' Roses.

Texto: Amanda Ribeiro

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Houve tempos em minha vida
Em que eu estava ficando louco
Tentando atravessar
A dor...
 
Aerosmith
Eu estava chorando quando te conheci
Agora estou tentando te esquecer
O seu amor é uma doce miséria
Eu estava chorando pra te ganhar
Agora estou morrendo porque te deixei
Fazer o que faz - pra me deixar mal...

Aerosmith
É tem um buraco em minha alma
Mas uma coisa eu aprendi
Para cada carta de amor escrita
Existe outra queimada...
 
Aerosmith